Economia do conhecimento: a evolução do acesso a oportunidades de trabalho

Desde que o homem deixou de plantar e colher o próprio alimento, o que acabou por dar origem ao comércio e às civilizações, a necessidade de se desenvolver outras habilidades – sendo elas de comunicação, de cálculos ou de adaptação – tem se mostrado fundamental na busca pelo progresso, especialmente diante de novas rotinas impostas a uma sociedade em constante evolução. Mas você já parou para pensar que nem todos têm acesso às mesmas ferramentas que levam ao desenvolvimento, portanto, nem todos têm as mesmas oportunidades de crescimento?

Se observarmos, há séculos o progresso se dá acompanhado da exigência de novas habilidades, e trazendo consigo mais mudanças. Uma das mais significativas, que podemos tomar como exemplo, aconteceu no século XVII, com a revolução industrial. A partir dela, os processos de produção passaram a ser em série. Adquirir mais conhecimento se tornou essencial – não mais só para operar máquinas, distribuir ou comercializar os produtos, mas também para garantir um emprego, já que é aqui que surge a classe operária. Neste mesmo período, o conceito de vivermos em uma aldeia global começa a entrar na pauta dos diálogos de cunho econômico, com a chamada globalização. No entanto, até então, não se ouve falar de fatores socioeconômicos, e como podem seguir lado a lado com o progresso – que caminha a passos largos.

Passados três séculos, do séc. XVII ao XX, chegamos à sociedade do conhecimento. Nela, o aprimoramento, tanto dos trabalhadores quanto das organizações, precisa ser constante, e a qualificação se torna pré-requisito básico para garantir a empregabilidade e a competitividade. As estruturas hierárquicas dão mais espaço às horizontalizadas, e o desenvolvimento do capital intelectual passa a receber um olhar mais atento do mercado. Processos produtivos também sofrem transformações, flexibilizam-se, e o conceito de economia do conhecimento ganha força, seguindo as necessidades apontadas pelo mercado de trabalho. Mas, voltemos ao acesso às ferramentas que fornecem ou lapidam habilidades, e às oportunidades. Eles chegam a todos?

No modelo de economia do conhecimento, consigo notar que muitos fenômenos sociais são levados em conta por contribuírem para a democratização do conhecimento em várias camadas da sociedade. Só que nesse cenário, é possível observar mais claramente que o abismo entre países ricos e pobres acaba ficando mais evidente no que tange acesso à educação e à tecnologia – ainda mais em tempos de pandemia causada pelo coronavírus. Antes, pensar em implantar esse modelo parecia algo distante demais da realidade da América Latina. Mas hoje, vejo isso como algo urgente.

Dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sinalizam que estamos prestes a enfrentar uma enorme recessão econômica, com previsão de contração do PIB entre 1,8% e 5,5%, que deve impactar principalmente grupos mais vulneráveis. E é na tentativa de minimizar esse impacto que atualmente, na Workana, estamos trabalhando em conjunto com o BID em um programa que facilita a integração de diferentes aplicativos e plataformas, permitindo apoiar os trabalhadores diante dos desafios que a COVID-19 está colocando. Uma iniciativa comum tem sido a transferência de trabalhadores a plataformas de serviços que continuam a operar, mas adaptando suas operações, e incentivando a circulação de trabalhadores entre plataformas. Contar com instituições como o BID, que atua em conjunto com as plataformas, é o que precisamos neste momento para manter alianças que garantam que o trabalho continuará por muito tempo.

A Workana contabiliza mensalmente pelo menos 30 mil novos projetos cadastrados, uma média de mil novas oportunidades por dia. De olho nessas oportunidades, o número de novos profissionais na plataforma cresceu 32% apenas no Brasil, chegando à marca de 3,2 milhões de cadastros. São pessoas que estão buscando novas oportunidades, uma renda extra, uma opção ao desemprego ou, até mesmo, uma nova vida.

É fato que a Covid-19 trouxe à tona questões antigas sobre o futuro dos empregos mediante a industrialização e o avanço acelerado da tecnologia. Habilidades são colocadas à prova em disputas bastante competitivas, mas como lidamos com isso? O ponto de reflexão é esse. Destaco a importância e o papel das plataformas de trabalho – que possibilitam que os cadastrados tenham acesso a conteúdos para evolução profissional, e a milhares de oportunidades -, respeitando as limitações de cada um nessa constante busca por conhecimento, porque acredito que as empresas ditam a dinâmica do crescimento econômico. Se elas se atentarem às peças que compõem esse cenário, aí sim teremos uma economia/sociedade de fato sustentável, que valoriza o conteúdo e agrega valor a produtos e serviços. E é nesse contexto que a Workana, como plataforma que tem ciência do importante papel que exerce no mercado, reforça o quão fundamental é ajudar de todas as formas possíveis a impulsionar essa mudança no mundo do trabalho.

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Por: Por Daniel Schwebel, Country Manager da Workana no Brasil
Fornecido por nr-7comunicacao.com.br

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